quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Vastas emoções e pensamentos imperfeitos - enésima parte


Você foi embora porque achava que eu não mudaria nunca.
E depois disso não consegui mais voltar a ser o mesmo...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tequila shots

Domingo fui ao Casa Park pra comprar umas coisinhas na Cultura. Eu nem sabia nem nada, mas tava tendo apresentação de um coral de natal, acompanhado de uma orquestra de mais ou menos vinte musiquinhos, tudo muito bonitinho, jingobéus e coisa e tal. O que me chamou a atenção, contudo, foi a quantidade de pessoas que se aboletaram a cotoveladas nas cadeirinhas e nos corrimãos pra ver o tal concerto. Agora tava aqui de cuequinha na cama vendo CQC e me alentou perceber como, a despeito de todos os Latinos e Belos da vida, as pessoas se comprazem do que é bom. E ao contrário do que imaginam o Nelson Motta e o Raul Gil, é só facilitar o acesso das pessoas à cultura de boa qualidade que o negócio dá certo.

E quando eu digo facilitar, é óbvio que não estou falando em aprovar um "vale-cultura" qualquer pra fazer as pessoas assistirem esse documentário ridiculo do Lula...

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Maria, comprei um Mia Couto só por sua causa, viu? E acho bom ser sensacional, porque, confesso, fiquei meio decepcionado ao ver um moçambicano naquela fotinho de intelectual europeu na orelha do livro...

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CD novo da Norah Jones tá estranho. Parece que a baixinha cresceu e tá meio de ovo virado com o mundo. Pegar o Jude Law não fez bem pra ela. Menos jazz, muito mais folk. Parece que ainda tá bom, preciso ouvir mais, mas definitivamente não serve mais pra dor de corno...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Olha no meu olho


Essa foto aí de cima, pra quem não sabe, é do disco "Todos os Olhos" do Tom Zé, que ele lançou nos idos de mil novecentos e reticências, durante a ditadura, época dos duplos sentidos e das mensagens subliminares. Reza a lenda que esse troço que parece um olho na capa é, na verdade, um grandissíssimo cu, que ele adornou com uma bolinha de gude e voilá! Aliás, reza a lenda nada, que ele próprio admitiu um tempo atrás que é um fiofó mesmo, de uma modelo que ele inclusive traçou depois. Maravilha. Coisa de gênio.

E aí, que pra não perder a metáfora, não sou gênio nem nada, mas ando meio que comparando minha vida com essa situação: pra quem olha en passant, parece uma visão magnífica; mas pra quem tá por dentro, não passa de um furico. E a gente ainda tem que agradecer que é só uma bolinha de gude...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Poeminha dos quatro Marcelos


Marcelinho 1 chega de madrugada
Ruim de tanta cana e remédio
Quase cai rolando da escada
E faz barulho em todo prédio.

Marcelinho 2 rala tanto no trabalho
Que excelente profissional da área
Mas se esforça pra caralho
É pra traçar a estagiária.

Marcelinho 3 já leu Llosa e Bandeira
Ouve Ibrahim Ferrer e Buarque
Escreve um blogue de terceira
E é um intelectual de araque.

Marcelinho 4 chega em casa acabado
Não é fácil, com tantos caminhos
Já está ficando incomodado
De cuidar dos Marcelinhos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

As canções que eu mesmo fiz pra mim...

Todo dia, durmo e acordo sozinho. Tomo café, almoço e janto sozinho. Me visto e tomo meus remédios sozinho. Faço compras sozinho, dirigo sozinho e assisto TV sozinho. Arrumo e bagunço a casa sozinho. Pago minhas contas e gasto meu dinheiro estupidamente sozinho.

Trabalho em equipe sozinho. Faço sexo sozinho, comigo e com outros, converso sozinho, bebo com amigos sozinho. Choro e gargalho sozinho. Vou ao cinema sozinho, mas ao teatro não. Escrevo e leio sozinho.

Às vezes até - juro - por querer.