segunda-feira, 16 de março de 2009

Croniquinha sem porquê*

Barra, Salvador. Boteco xexelento em frente ao meu hotel, cheio de cadeiras de PVC amarelas, espalhadas e empilhadas desordenadamente. Se não fossem da mesma cor, lembrariam uma pequena favela. Mas, pensando bem, lembram mesmo uma favelinha banhada a ouro, pode-se dizer. O bar se divide em argentinos e putas. Elas atrás da sobrevivência, eles atrás da bunda delas. Merda pra todos. Não sou argentino por nascimento e deixei de ser puta há alguns meses atrás. A lua, que era escarlate e me olhava desconfiada no início da noite, já se deixa contemplar, viçosa e fagueira, no alto do céu. Ao fundo, o horizonte se avermelha. Pode ser que chova mais tarde, o que vai deixar minha noite ainda mais difícil. Merda pra todos...

*à moda de Bukowski

2 comentários:

Bel Lucyk disse...

Marcelito, que post mais baixo astral... huuuum, entendi. Isso foi antes da sirigueloska de siriguela e do bolito de petche, né?
ieeeeeeeeeeei

Marcelo Faccenda disse...

Com certeza!!!! Nada que um bolito de petche nao cure, né?Kkkkkkkkkkkk!!! Esse é só um exercício literário homenageando o Bukovski, por isso que se chama Croniquinha sem porquê...