sábado, 11 de outubro de 2008

Meu lugar especial


Cada cidade tem seus lugares especiais. E cada pessoa tem os seus próprios, aqueles que são somente dela, e que quase ninguém mais entende o que ela vê de tão especial por lá. Tem gente que adora o Parque da Cidade. Minha mãe não sai da ACM, por exemplo. Meus amigos são
habitués do Líbanus.

Eu, como não sou diferente, também tenho os meus, que nem são lá tão exóticos. O Sebinho da 406 norte e a Livraria Cultura valem sempre quando preciso gastar dinheiro. O Extra, (sim, o hipermercado, por incrível que pareça) funciona de madrugada, às vezes só pra bater perna. Ultimamente o mais freqüente e predileto tem sido o Conic.

Tem coisas que só tem por lá. Dá pra comprar vinis deliciosos e baratinhos (muita coisa boa de jazz) na Berlim Discos, camisetas transadíssimas no Verdurão e na K'traca, consertar seus óculos e relógios nas óticas e comprar diapasões, cordas e palhetas na Musimed. Tem um sebo bem ensebado mesmo na praça central, artigos bem
nerd na Kingdom Comics pra quem, como eu, adora gibis, e se você tiver tempo e paciência (mas muito mesmo) dá pra admirar o Seu Arnaldo levar quase uma hora pra achar o político do Oriente Médio na Casa dos Mapas. Tem um sex shop interessante, uma papelaria com tudo bem barato e livrarias técnicas pra quem precisa. Lá tem o melhor café com pão de queijo da cidade (eleito pelos "especialistas" da cidade, inclusive), tem um açaí com banana trincando de gostoso, chocolates e doces com gosto de infância a 10 reais a tonelada e até Giraffas e um quiosquinho de sorvete do MacDonalds pra quem não está a fim de inovar muito. À noite tem uma sinuca honestíssima no submundo, e o Dulcina e o Galeria, se você aguentar os "descoladinhos" de plantão.

Mesmo que não seja pra comprar, vale a pena dar um giro e admirar os nativos locais. Ver os crentes da Universal, os mendigos e os loucos falando sozinhos, os skatistas, os
hype e os fashion, os sindicalistas, ou só quem está de passagem. Há até teses sociológicas na internet sobre o Conic. E, pra não fugir do lugar-comum, como disse um blogueiro num post desses sobre o lugar, "para entender o que é o Conic, não basta visitar. Tem que frequentar".

Nessa linha, ficam em aberto duas questões: qual o seu lugar especial? e que porra significa Conic?