domingo, 28 de setembro de 2008

Pelas coisas úteis que se pode comprar com dez cruzeiros...

Trilha sonora indicada: Eu vou torcer - Jorge Ben

1. Espresso e pão de queijo;
2. CDs em promoção na Livraria Cultura;
3. Bombons e chocolates;
4. Revelação de fotos;
5. Cerveja Erdinger Weissbrau Weibbier;
6. Gibis ou revistas divertidas;
7. Velas aromáticas;
8. Temperos Cia. das Ervas;
9. Cuequinha e meia de algodão vagabunda;
10. Caneca de porcelana.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Já percebeu...



...que 99% dos comentários racistas, homófobos, classistas, sexistas ou bairristas começam com a expressão "Olha, eu não tenho preconceito, mas..."?


* * *
...que toda vez que você diz que está sofrendo, alguém retruca que você não devia reclamar porque tem carro, casa, e ganha dez mil reais por mês, como se isso fosse a solução de todos os problemas?

* * *
...que o Alexandre Garcia está ficando gagá? Os editoriais dele agora sempre têm pérolas bem pessoais do tipo: "e os jovens não respeitam quem mora no quarto andar" (!) ou "as pessoas deviam fazer como eu, que mandei instalar no meu carro e uso cinto desde 1967" (!!)

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E alguém aí sabe onde eu consigo castanha de baru?

domingo, 7 de setembro de 2008

I think it's broken...

Então é serio? É verdade isso? Wilde tinha razão, no fim das contas? Todo homem mata as coisas que ama? E as coisas que já nascem mortas? Ou que permanecem exangues, à espera do último suspiro? Se for assim, é de culpa, revolta ou resignação que eu choro agora?

Será que fiz tudo pra manter essa coisa viva? Será que era necessário fazer exatamente o contrário: me afastar pra ver florescer? Matei o meu amor por excesso de amar?

Por que me disseram que o que tiver de ser será? Por que inventaram que tudo dá certo no final? Por que as pessoas insistem que a gente deve manter o sorriso depois de se arrebentar tão clamorosamente contra o muro?

Acho que matei meu amor. Fiz tudo que achava certo e isso só piorou as coisas. E não posso nem me consolar pensando que tentei. Hoje não.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Catracadas

Chegamos a Ilhéus, eu e meu fiel escudeiro Steven, um pouco pós o meio-dia. De lá partiríamos imediatamente em direção a Itabuna para avaliar uns imóveis e produzir os respectivos relatórios técnicos. O calor era razoáel, longe de ser escaldante. Galvão, o motorista de táxi salvador, estava à nossa espera, de prontidão. Teve que esperar um pouco mais, porque tivemos - literalmente - que sair correndo atrás do avião, que resolvera voltar à Brasília sem desembarcar nossa bagagem.
Resolvido esse pequeno contratempo, embarcamos no carro do Galvão e nos entregamos a um rápido city tour, com direito a informações fundamentais a nossa estada no sul da Bahia:
- Em Ilhéus só prestam as praias. Não tem mais nada pra se fazer aqui. Bom mesmo é Itabuna. Os melhores bares, os melhores forrós estão por lá. Lá as mulheres são muito mais bonitas, aqui em Ilhéus só tem catraca.
Catraca, lógico, quer dizer mulher feia, baranga. Aprendemos um pouco da língua nativa, mas nos entreolhamos preocupados. E dou dez reais pra quem adivinhar em que cidade, afinal, meu fiel escudeiro havia reservado - e pago antecipadamente - nosso hotel...